Os escravos na produção de açúcar no período colonial.
 


  

Os escravos na produção de açúcar no período colonial..

 

 

 

As fazendas produtoras de açúcar no período histórico da colonização no Brasil eram referidas como engenho de açúcar. O termo também define as maquinas utilizadas para moer a cana-de-açucar.   Os engenhos de açúcar eram predominantes no nordeste e destinavam a sua produção de açúcar para a metrópole portuguesa e para o mercado europeu.
  O engenho era composto pela casa-grande, senzala, capela, horta e o anavial. Era utilizada a mão-de-obra escrava dos negros africanos. Depois da expulsão dos holandeses, a produção do açúcar brasileiro passou a sofrer a concorrência do açúcar holandês produzido nas ilhas da América Central.
  O chamado engenho-banguê incluía a moeda, a casa das caldeiras e a casa de purgar. Os engenhos resistiram até o século XX, nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Alagoas e São Paulo.
Foram finalmente extintos, a partir da evolução da agroindústria e o surgimento das usinas de açúcar e álcool.
No engenho, as etapas de produção do açúcar iniciavam-se na moagem de cana. Na moagem era extraído o caldo de cana; posteriormente encaminhado para o tanque e depois armazenado.
Para a produção da cachaça, o caldo era  armazenado para a fermentação e destilação. Na produção do açúcar, o caldo era colocado em tachos de cobre em fogo, até a etapa do resfriamento do mel.




 Escrito por grupo da açucar colonial às 19h44
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Especialmente no norte (região conhecida como Nova Inglaterra) e no centro da costa atlântica da América do Norte, desenvolveu-se uma economia dinâmica, com produção para o mercado interno, logo desdobrando-se em actividades comerciais e manufatureiras, produzindo as origens da riqueza dos Estados Unidos. Veja o quadro abaixo:

COLÔNIA DE EXPLORAÇÃO

COLÔNIA DE POVOAMENTO

Latifúndio

Pequena propriedade familiar

Monocultura

Policultura e desenvolvimento de manufaturados

Trabalho compulsório: escravidão e servidão indígena

Trabalho livre e "servidão por contrato"

Mercado externo

Mercado interno

Pacto colonial

Liberdade econômica

 

 

 

 



 Escrito por grupo da açucar colonial às 21h11
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Senhores e escravos

Durante o ciclo da cana-de-açúcar, a sociedade colonial se definia a partir da casa-grande e da senzala. Formando o poderoso grupo socio-econômico da colônia, havia os brancos colonizadores, donos dos engenhos, que habitavam as casas-grandes. O poder dessa aristocracia canavieira ia além de suas terras, expandindo-se pelas vilas, dominando as Câmeras Municipais e a vida colonial.

 A autoridade do senhor de casa-grande era absoluta: em família a obediência lhe era incondicional e o respeito como chefe superior, indiscutível, estando as mulheres submetidas a um papel subordinado, complementar. A sociedade açucareira teve, assim, um carácter explicitamente patriacal.

Os escravos, considerados simples mercadorias, formavam a base econômica dessa sociedade indígena e, principalmente, negros africanos eram responsáveis pela quase totalidade dos trabalhos braçais executados na colônia, constituindo "as mãos e pés do senhor". Os escravos, em sua maioria , trabalhavam de sol a sol na lavoura e na produção de açúcar, vigiados por um feitor, sofrendo constantes castigos físicos.

Alguns exerciam trabalhos domésticos na casa-grande como cozinheiras, arrumadeiras, amas de crianças, moleques de recados, etc. Formando uma pequena parcela da população, havia os homens livres, plantadores de cana com poucos recursos, que não possuíam instalações para produzir o açúcar (engenhos), sendo obrigados a vender a cana a um senhor de engenho.

A essa camada intermadiária pertenciam também os feitores, capatazes, comerciantes, artesãos, padres, militares e funcionários públicos,moradores das poucas vilas e cidades da época.

Auge do ciclo da cana-de-açúcar

Durante os séculos XVI e XVII, o Brasil tornou-se o maior produtor de açúcar do mundo, gerando imensas riquesas para os senhores de engenho, para Portugal e, sobretudo, para os holandeses. Ostentando sua opulência, os senhores de engenho do Nordeste importavam da Europa desde roupas e alimentos até louças e objetos de decoração. Como conseqüência da maciça
importação de mercadorias européias, da importação de escravos e da participação dos holandeses e portugueses no comércio de açúcar, quase toda a riqueza gerada por este ciclo econômico foi desviada da colônia para as áreas metropolitanas, caracterizando as condições do pacto colonial.

Atividades complementares da economia açucareira

Embora a economia do período colonial tenha se baseado num único produto, que concentrava quase completamente o interesse e as atividades de toda a colônia, havia algumas atividades secundárias, realizadas para complementar as necessidades da população. Sendo assim, havia, dentro do próprio engenho, uma paquena produção de aguardente e rapadura, utilizada no consumo interno da colônia e também no escambo de escravos africanos.

Ao mesmo tempo, iniciou-se a criação do gado que se desenvolveu no Nordeste, próximo aos engenhos, penetrando depois no interior. Sendo uma atividade complementar, importância comercial da criação de gado era muito menor que a da produção de açúcar. Entretanto, além de servir para mover as moendas e transportar o açúcar, o gado era fonte de alimentação e fornecia o couro que era usado na confecção de roupas, calçados, móveis e outros utensílios. Na criação de gado, quase não havia escravos, predominando o trabalho livre, principalmente dos indígenas.

O gado era criado de forma extensiva, ou seja, solto nas terras, sempre à procura de melhores pastagens. Dessa forma, o gado  penetrou no interior, alcançado, já no século XVII, o Maranhão e o Ceará, ao norte, e, mais ao sul, as margens do rio São Franscisco. Originaram-se, assim, diversas fazendas no interior, o que acabou levando ao desbravamento da atual região Nordeste. Além da criação e gado, havia o cultivo de alguns produtos agrícolas complementares, como a mandioca que constituía a base da alimentação da população colonial, principalmente dos escravos.

O fumo ou tabaco era produzido principalmente para ser trocado por negros escravos na costa africana, onde era muito valorizado. Sua produção desenvolveu-se mais na Bahia e em Alagoas. Já o cultivo de algodão desenvolveu-se mais no Maranhão e visava apenas à produção de tecidos rústicos usandos na confecção das roupas dos escravos, já que, para os senhores de engenho e suas famílias, as vestimentas vinham da Europa.

A produção de artigos manufaturados na colônia era controlada pela metrópole portuguesa, a quem interessava assegurar a venda dos tecidos produzidos na Europa. No século XVII, a riqueza do açúcar levou os holandeses a invadirem o Brasil. Durante alguns anos, eles dominaram o Nordeste e se apropriaram de suas técnicas de produção. Após sua expulsão, em 1654, os holandeses tornaram-se os maiores concorrentes dos produtores nordestinos, passando a fabricar açúcar nas suas colônias das Antilhas. Isso marcou o início da decadênicia econômica do Nordeste açucareiro, o que levou toda a colônia a uma profunda crise.

Colônias de Exploração e Colônias de Povoamento

A colonização portuguesa no Brasil, assim como a espanhola na América, realizou-se com base no pacto colonial, produzindo riquezas que quase nunca ficavam nas áreas coloniais. Ao mesmo tempo, para garantir os ganhos e o domínio colonial, as metrópolos definiam o tipo de propriedade e a forma de produzir, além de exercerem o controle da produção.

 Resulta daí uma economia e uma organização social que espelhavam a dominação e a dependência. Para atender às exigências metropolitanas, o Brasil e a América Espanhola transformaram-se num conjunto de colônias de exploração. Situação muito diferente aconteceu com a América Inglesa, em cuja colonização, só iniciada no século XVII, teve predomínio as colônias de povoamento. Para lá dirigiram-se colonos que fugiram de perseguições religiosas ou políticas e que tinham interesse em se instalar nas colônia e produzir para sua sobrevivência. Fundando as chamadas Treze Colônias, contavam com o clima temperado de boa parte de seu território, muito semelhante àquele que haviam deixado na Europa.

da esquerda: colônia de povoamento, da direita: colônia de exploração)


 

 



 Escrito por grupo da açucar colonial às 21h09
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O açúcar

Economia e Sociedade Canavieira

Durante toda a fase colonial brasileira, houve sempre um produto em torno do qual se organizava a maior parte da economia. A importância de determinado produto crescia até alcançar o apogeu e depois entrava em decadência. Embora sua produção continuasse, surgia outro produto que entrava rapidamente em ascensão, substituindo em importância o anterior. Esse mecanismo repetitivo levou muitos historiadores a usarem a denominação ciclo econômico para o estudo do período colonial, identificando o ciclo do pau-brasil (século XVI), o da cana-de-açúcar (séculos XVI e XVII) e mais tarde o da mineração (século XVIII).

A sociedade do açúcar

Contudo, é importante observar os limites do nome "ciclo". Ele pressupõe que, após o apogeu de uma determinada atividade econômica, ocorre, sempre, o seu desaparecimento, e não foi isso que aconteceu com a economia da cana-de-açúcar, por exemplo, a qual continuou existindo durante toda a época da mineração no século XVIII. O ciclo do pau-brasil predominou em todo o período pré-colonial. Como sua exploração não fixava o homem à terra, levando apenas à instalação de algumas feitorias, não possibilitava a definitiva ocupação da colônia. Assim, ao decidir integrar efetivamente a colônia à metrópole, optou-se pelo plantio da cana-de-açúcar, que atingia dois objetivos: atendia às necessidades de colonização e possibilitava grandes lucros a Portugal.

Engenho de açúcar

Quanto à mão-de-obra necessária para o empreendimento, contava-se com os indígenas e principalmente com os negros africanos que Portugal há muito escravizava. A instalação da empresa açucareira no Brasil exigia a aplicação de imensos capitais para a compra de escravos, o plantio da cana-de-açúcar e a instalação dos , onde se moía a cana e se fabricava o açúcar. Além disso, o transporte e a distribuição do produto para a Europa, a parte mais lucrativa do empreendimento, era uma tarefa gigantesca, para a qual Portugal não tinha recursos suficientes. Os portugueses associaram-se, então, aos holandeses que, em troca do financiamento para a instalação da empresa açucareira na colônia, ficariam com o direito de comercialização do produto final, o açúcar, na Europa. Dessa forma, foi a Holanda que financiou a instalação dos engenhos no Brasil. Na colônia, organizou-se a produção açucareira, sujeita às exigências metropolitanas de produção de riquezas, num processo de dependência denominado pacto colonial.

Latifúndio, monocultura e escravidão

Toda a vida colonial girava em torno das relações econômicas com a Europa: buscava-se produzir o que interessava à metrópole nas maiores quantidades possíveis e pelo menor custo.
Assim, o cultivo da cana-de-açúcar desenvolveu-se em grandes propriedades, chamadas latifúndios, originadas das sesmarias distribuídas pelos donatários e governadores-gerais.


Contando com o solo argiloso comum no litoral e nas margens dos rios, o Nordeste transformou-se no principal pólo açucareiro do Brasil, tendo à frente as regiões de Pernambuco e Bahia. Nos grandes engenhos só se plantava cana-de-açúcar, usando-se mão-de-obra escrava, o que caracterizava como monocultores e escravistas.

 No latifúndio, conhecido como engenho, somente uma pequena parte das terras destinava-se ao cultivo de itens agrícolas para subsistência, como mandioca, milho, feijão, etc. Constituindo por extensas áreas desmatadas de florestas, seguidas de plantações de cana, o engenho tinha como núcleo central a casa-grande, onde residia o proprietário e sua família e concentrava-se toda a administração.

Próximo a ela, ficava a capela e, mais distante, situava-se a senzala, um grande barracão miserável onde se alojavam os escravos. Alguns engenhos maiores chegaram a possuir centenas de escravos, que viviam amontoados na senzala. O engenho propriamente dito, onde se frabricava o açúcar, era composto pela moenda, a casa das caldeiras e a casa de purgar.

Na moenda, a cana era esmagada, extraindo-se o caldo; na casa das caldeiras, esse caldo era engrossado ao fogo em grandes tachos; finalmente, na casa de purgar, o melaço de cana era colocado em fôrmas de barro para secar e alcançar o "ponto de açúcar".

Após algum tempo, esses blocos eram desenformados dando origem aos "pães de açúcar", blocos duros e escuros, formados pelo que hoje chamaríamos de rapadura. Os "pães de açúcar" eram então encaixotados e enviados para Portugal, e, de lá, para a Holanda, onde passavam por processo de refinação, ficando pronto o açúcar para comercialização e consumo.

Moenda



 


 



 Escrito por grupo da açucar colonial às 20h58
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Quando tudo começou

 

No ano de 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram nativos morando aqui. Pensaram que eles eram seres de muita ignorância, e tentaram escravizá-los, mas como não funcionou tiveram de trazem negros (escravos) da África para fazer todo o serviço nas terras que encontraram e abastecer a metrópole.

Eles vinham da África em grandes navios que por isso recebiam o nome de navios negreiros. Ficavam horas e horas presos no porão do navio, sem comer, sem beber, longe da família e apanhavam de chicote se faziam algo de errado.

 

 



A VIDA NO BRASIL

Depois que os escravos chegavam ao Brasil passavam por um período de recuperação devido ao desgaste da viagem. Depois eram vendidos e levados ao local de trabalho.

Após Portugal ter perdido o monopólio do comércio com as índias, decidiu colonizar o Brasil e aumentar a produção de especiarias para mandar para a metrópole.

Naquela época o principal produto econômico era a cana-de-açúcar e eram os escravos quem faziam todo o serviço ate a cana se transformar em açúcar.

LUGARES DO ENGENHO

Cada engenho tinha lugares que determinavam onde iria ser feito cada coisa:

*Casa-Grande: era onde o Senhor do engenho morava com sua família;

*Moradias: era onde moravam os habitantes livres do engenho;

*Casa de purgar: lugar onde começa a produção do açúcar (purificação da cana);

*Caldeira: onde ferve o caldo da cana;

*Moenda: onde moe os grãos da cana;

*Senzala: é a moradia dos escravos.

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO AÇUCAR

1)Os escravos aplicam a água sobre o barro;

2)Eles retiram os pães das formas;

3)O açúcar vai para a casa de purgar e é purificado nas andainas;

4)Separação das “caras”;

5)Cristalização do açúcar;

6)Organização das andainas para o encaixe das formas;

7) Perfuração das formas para a drenagem do açúcar;

 8) Batimento do açúcar para o encaixotamento;

9)Batimento do açúcar na parte de cima das formas;

10)Separação dos pães do açúcar e

11)Aplicação do barro.

 





 



 Escrito por grupo da açucar colonial às 16h20
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  BRASIL, Mulher, de 12 a 15 anos, Portuguese


 


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